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Ação estratégica
E
m 2016, as Misericórdias e a sua União
experimentaram momentos decisivos para
a sua atividade. Se por um lado, reafirmaram
a sua identidade e autonomia em congresso
nacional, por outro, durante todo o ano, a
mensagem do Papa Francisco para o Ano
Santo da Misericórdia inspirou não apenas o
dia-a-dia de mesários, irmãos, colaboradores,
utentes e voluntários, mas também diversas
iniciativas um pouco por todo o país.
Estas são as duas facetas mais determinantes
da nossa atividade. A misericórdia que inspira
os nossos compromissos e que, há mais de
500 anos e todos os dias, concretizamos
através de respostas sociais variadas cujo
objetivo é apenas um: ajudar quem precisa de
nós.
Por isso, 2016 foi determinante. Tivemos
momentos de reflexão importantes para a
nossa ação. No plano espiritual e inspirados
pelo Jubileu, partilhamos experiências e
dificuldades, procurando sempre encontrar as
soluções mais adequadas e oportunas para
continuarmos a nossa missão.
No plano material, assumimos sem hesitação,
durante o encontro nacional no Fundão, o
nosso contributo empenhado na execução das
políticas públicas para o envelhecimento.
Contudo, a liderança a que nos propomos
o b r i g a - n o s t a m b é m a e s f o r ç o s e
responsabilidades acrescidas. Mais do que
expressarmos a nossa experiência de bem-
fazer, temos de tornar mais musculada a
nossa ação.
Por isso, a UMP desenvolveu em 2016
esforços para capacitar a sua estrutura interna
e assim apoiar mais e melhor as Santas Casas,
mas também incentivou iniciativas cujo
ob j e t i vo é do t ar as Mi ser i córd i as de
ferramentas mais eficientes de gestão.
Neste sentido, consideramos dignos de nota
os seguintes eventos e projetos:
XII Congresso Nacional
Sob o t ema “Mi ser i córdi as : mar ca de
solidariedade”, o XII Congresso Nacional da
UMP decorreu no Fundão de 2 a 4 de junho.
Dedicado à reflexão sobre o envelhecimento,
este encontro reuniu mais de 700 pessoas. O
evento contou ainda com a participação de
membros do governo (o primeiro-ministro
António Costa, Adalberto Campos Fernandes,
ministro da Saúde, e José Vieira da Silva,
mini s t ro do Trabalho, Sol idar iedade e
Segurança Soc ia l ) e do Pres ident e da
República na sessão de encerramento.
Ao longo dos trabalhos, as Misericórdias
analisaram o problema do envelhecimento
visto de uma forma integrada para assegurar
a felicidade, a dignidade e a cidadania dos
mais velhos . Reafirmaram ainda a sua
i d e n t i d a d e , n a t u r e z a , a u t o n om i a e
independência perante todos os poderes e a
sua disponibilidade para prosseguir polít
de cooperação definidas pelo Estado, desde
q u e , e s t a s r e s pe i t em c omp r omi s s o s
assumidos , não co l oquem em causa a
s u s t en t ab i l i da de e a s egu r an ç a da s
instituições
N a s c o n c l u s õ e s , a s M i s e r i c ó r d i a s
congratularam-se com a proclamação pelo
Papa Francisco do Ano Jubilar da Misericórdia
e reclamaram o congresso como incluindo
reflexão por ele proposta para o Ano Santo.
Jubileu da Misericórdia
Ao longo de 2016, a UMP divulgou, através
dos mais diversos meios, a mensagem do
Papa Francisco para o Jubileu Extraordinário
da Misericórdia. Contudo, foram dois os
momentos mais relevantes deste Ano Santo
para as Santas Casas: a peregrinação a
Fátima, em Junho, e a peregrinação ao
Vaticano, em Setembro.
Peregrinação a Fátima
No dia 25 de junho, cerca de dez mil pessoas,
entre dirigentes, irmãos, corpos sociais,
v o l u n t á r i o s e u t en t e s , de r am o s eu
t e s t emunho de f é e de un i ão numa
peregrinação nacional que assinalou o Ano
Extraordinário da Misericórdia. Manifestar
publicamente o compromisso com as obras de
misericórdia e a alegria de servir o próximo
foram os objetivos dos que rumaram ao
Santuár io na Cova da I r ia . A romar i a
culminou numa eucaristia presidida